Quem assiste o filme ‘homem de fé’ de Damian Chapa (é isso mesmo; Chapa) , distribuido por Ocean Pictures do Brasil, tem a impressão de estar um cenário dos acontecimentos que envolve personagens do meio evangélico “Presleyano” de hoje.
É; na verdade a tentativa de se parecer mais com Elvis do que com Cristo não é iniciativa do engomadinho pop que carrega consigo um poderoso exército de anjos que estão sempre prestes a se posicionarem na naaaaaaaaaaave da igreja, à sua voz de comando.
É a história do Reverendo Leroy Jenkins, um pastor que teve uma rápida ascenção ao ministério depois de um milagre, na década de 60.
Com a direção e atuando no papel de Jenkins, Chapa conta a história de como um menino deixado a beira de uma mata foi adotado por um velho bêbado ; Amos Jenkins ( Robert Wagner ) e desde menino tinha experiências sobrenaturais que culminaram no milagre da cura de um braço prestes a ser amputado.
O Pastor responsável pela oração “forte” foi B.B. Gallon ( Brad Dourif ), que logo em seguida o levou paras testemunhar este milagre ; ensinando técnicas de “convencimento” do milagre pela expressão gestual e tudo. Acontece que o pastor milagreiro deu uma tremenda mancada quando dormindo no mesmo quarto do hotel deu uma de boiola pra cima de Jenkins.
O que aconteceu em seguida é que Jenkins, caiu fora do canastrão e seguiu seu próprio caminho. Mas a repercussão do milagre havia se espalhado pela região, e não demorou muito para o ex acidentado com profundo corte no braço, quase indo pra lata de lixo do hospital, ser descoberto por outro pastor que o levou para testemunhar na tenda, literalmente falando, aí você sabe, depois da tenda, se projetou para a tv e uma igreja muito grande.
Algumas cenas daquela época não estão distantes de nossa realidade hoje, como uma mesa cheia de dinheiro, e as “obreiras” contando as notas enquanto Jenkins observa.
Mas quando entra em cena Mae West ( Faye Dunaway) , atriz que se destacou por ser bocuda e ter vários homens no seu currículo; havia convidado Jenkins para um jantar e doações generosas, devido sua fama na tv como evangelista e muito popular em curas, começa uma nova fase na vida de Jenkins. Neste jantar estava presente o famoso pianista “Liberace”, extravagante no último; não adorador, extravagante na roupa, deu um paletó vermelho cheio de detalhes brilhantes, que chamavam mais a atenção pro paletó do que aquilo que estava rolando no piano. (acho que era estratégia).
A partir daí Jenkins adotou o vermelho, e um lay out Elvis que o seguiria até sua decadência que culminou em sua prisão, e posteriormente o enfraquecimento de seu ministério, “comercialmente” falando.
As sucessivas crises internas e dificuldade em lidar com sua, agora condição de homem público, o tornaram um patético ser dominado pela arrogância de se julgar inatingível.
Os seus rompantes eram a razão de se expor cada vez mais, isso tudo era apimentado pela mídia na época, já sagaz; que questionava o fato dele ter a preocupação de ter um estilo bem parecido de se vestir como Elvis Presley.
Interessante que mesmo nos exemplos que temos como do próprio Elvis que não suportou a fama; os homens preferem copiar um estilo falido, a se render pelo modelo de sucesso que é se entregar totalmente a servidão.
O filme, uma boa opção para conhecer a vida desse homem e seus conflitos, expõe a vida de um pastor que sofre no casamento, e acaba se envolvendo em questões reais, que estamos sujeitos; termina com a misericórdia de Deus assitindo o pobre coitado, que ficou renegado a amizade de um cachorro que considera seu melhor amigo.
Roupas vermelhas, estilo pote de gel de 1,99, anéis de doutor nos dedos não são exclusividades do Marquito. ( Aliás acho que ele andou dando uma espiada neste filme )
Mas também, escândalo, e situações embaraçosas envolvendo o ministério também não são exclusividades do filme, temos visto bem aqui nos noticiários.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
terça-feira, 17 de março de 2009
O Senhor me ensina

O meu Deus me ensina
entalha a madeira rude
que no chão de sua oficina
deixa lascas de juventude
limpando madeira dura
me ensinando cada dia
colando cada rachadura
tornando minha vida macia
o tempo passa, eu aprendo
mas tem sempre algo mais
que na madeira rangendo
um prego nos torna reais
fere, perfura e nos faz
em Cristo sermos ligados
Se nele encontramos paz
Seremos no ensino aprovados
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